Agosto Branco: câncer de pulmão também atinge quem nunca fumou
Consulta médica regular e exames de rastreamento são fundamentais para detectar o câncer de pulmão em estágios iniciais, mesmo em não fumantes Banco de Im...
Consulta médica regular e exames de rastreamento são fundamentais para detectar o câncer de pulmão em estágios iniciais, mesmo em não fumantes Banco de Imagens Agosto é o mês de conscientização do câncer de pulmão, o Agosto Branco existe para lembrar que essa doença vai além do que muita gente imagina. Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, o câncer de pulmão também acomete pessoas que nunca colocaram um cigarro na boca. Conhecer os fatores de risco, os sinais de alerta e a importância do rastreamento pode fazer toda a diferença inclusive para quem se considera fora do grupo de risco. Não é só de quem fuma O senso comum associa o câncer de pulmão exclusivamente ao cigarro. Mas o oncologista clínico Dr. Hugo Mandarino (CRM-MG 101899) esclarece: "O câncer de pulmão acomete fumantes e não fumantes, com uma incidência maior para fumantes, ex-fumantes e fumantes passivos." Ou seja: mesmo quem nunca fumou pode desenvolver a doença. Poluição atmosférica, exposição a produtos químicos, fatores genéticos e hereditários estão entre as causas em não fumantes (INCA). O tabagismo passivo, conviver com fumantes em ambientes fechados também eleva o risco de forma significativa. Quanto maior o consumo, maior o risco Para quem fuma, o risco cresce proporcionalmente ao tempo e à quantidade consumida. O Dr. Hugo detalha: "Quanto maior a carga tabágica, maior o risco. A partir do consumo de um maço por dia, por 20 anos, essa pessoa tem um risco maior de desenvolver câncer de pulmão e outros tipos de câncer ligados ao tabaco. As pessoas que fumam qualquer tipo de fumo entram neste grupo de risco." Charuto, cachimbo, narguilé e cigarro eletrônico também entram nessa conta e não existe forma segura de fumar. Além do tabaco, outros hábitos elevam o risco. O especialista lembra: "O álcool, a obesidade e o sedentarismo são fatores de risco." Cuidar do peso, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente são medidas que contribuem para a prevenção. O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão, mas álcool, obesidade e sedentarismo também aumentam as chances de desenvolver a doença. Banco de Imagens Os sinais que não podem ser ignorados O câncer de pulmão é frequentemente silencioso nos estágios iniciais. Quando os sintomas aparecem, podem ser confundidos com doenças respiratórias comuns, o que atrasa o diagnóstico. Qualquer pessoa com tosse persistente, acompanhada de dor ao tossir, acompanhada ou não de sangue durante a tosse, deve procurar atendimento médico para investigação diagnóstica. Outros sinais de alerta incluem falta de ar sem esforço intenso, rouquidão, cansaço excessivo e perda de peso sem motivo aparente. Qualquer um desses sintomas que persista por mais de três semanas merece avaliação médica. Rastreamento: quem deve fazer e qual exame Para quem faz parte do grupo de risco, não é preciso esperar pelos sintomas. O rastreamento permite identificar alterações antes mesmo que a doença se manifeste e isso muda completamente as chances de cura. O Dr. Hugo é direto na recomendação: "Todas as pessoas do grupo de risco devem procurar um médico de confiança para realizar tomografia computadorizada de tórax, com baixa dose, para o rastreio." O exame é indolor, rápido e considerado o padrão-ouro para detecção precoce do câncer de pulmão em grupos de risco (INCA). A periodicidade e a indicação devem ser avaliadas individualmente pelo médico. A tomografia computadorizada de tórax com baixa dose é o exame recomendado para rastreamento do câncer de pulmão em pessoas do grupo de risco. Banco de Imagens Procure um médico O Agosto Branco é um convite para agir. Se você fuma, fumou por muitos anos ou convive com fumantes, converse com um médico sobre seu histórico e a necessidade de rastreamento. Se você tem algum dos sintomas descritos, não adie a consulta. Unidades de saúde do SUS na Zona da Mata Mineira realizam triagens e encaminhamentos para especialistas. O primeiro passo pode ser mais simples do que parece e pode salvar sua vida. ⚠ ️ Esta matéria tem caráter informativo e faz parte do projeto Viva Bem, do G1 Zona da Mata. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. Responsável Técnico: Olamir Rossini Junior – CRM-MG 29797S Médico Entrevistado: Hugo Mandarino – CRM-MG 101899